sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jardim especial

Adeqüe seu jardim às suas necessidades
Inspirar-se na natureza para criar casas e jardins é princípio básico da permacultura, prática que vem ganhando adeptos no mundo inteiro. No Brasil, a rede Permear divulga eventos e cursos na área. Formado em horticultura, o especialista australiano Peter Webb conta um pouco sobre o assunto.
- A & C: Como é um jardim sugerido pela permacultura?
- Peter Webb: É um espaço muito bem planejado, que leva em conta as necessidades de todos os elementos envolvidos e sua relação de interdependência. Nele, predominam as plantas perenes, comestíveis e úteis aos moradores. Ele não depende apenas do jardineiro porque se beneficia da cooperação entre as espécies e da ação dos pássaros, insetos e do ambiente, num ciclo natural de evolução.
- A & C: Como praticar nas cidades?
- P.W: A permacultura implica cuidado com o meio ambiente e o bem-estar de todos. Consuma de maneira consciente, separe o lixo para reciclagem, plante uma horta com verduras, ervas e flores. Se lhe falta espaço, cultive em vasos. Alimente os pássaros, converse e troque produtos com seus vizinhos.

Mini-Curso "SAÚDE, SOCIEDADE E AMBIENTE"

A crise mundial quanto ao nosso modelo de vida e os seus efeitos sobre o ambiente nos faz rever nossos valores e princípios. O modelo econômico focado no crescimento a qualquer custo, a competitividade como regra e a concentração das riquezas levou o mundo a um abismo social sem precedentes e ao possível colapso ambiental se não revermos o nosso paradigma capitalista-industrial-urbano-patriarcal. Os efeitos sobre o clima a partir do aquecimento global vem sendo alvo de diversas investigações, porém a descrição de seus efeitos se limitam ao ambiente, com pouca investigação na questão do impacto destas mudanças na saúde do homem. A vida do homem moderno impõe uma série de condicionantes extremamente deletérios à nossa saúde estabelecendo um ultimato à nossa espécie e às demais. A análise desse processo torna-se imprescindível frente aos novos desafios, tanto para os profissionais de saúde como para os demais, assim como para a população em geral. O sistema de saúde brasileiro não comporta os problemas vividos hoje e não possui estrutura e organização para enfrentar os problemas que já estão em desenvolvimento. O setor saúde não será capaz de enfrentar sozinho a questão, sendo portanto, necessário o envolvimento e articulação de vários profissionais.

Objetivo: O curso visa provocar uma reflexão sobre questões que integram o modelo de sociedade, as questões ambientais e sua associação à saúde.

Ementa: A história da ciência, do método científico e a crise do paradigma cartesiano. Sua influência na compreensão do modelo de causalidade no processo saúde e doença. A história moderna e os modelos econômicos, a lógica da produção e consumo, da revolução industrial à modernidade. O capitalismo globalizado, a revolução da informação e o conflito social associado ao potencial colapso ambiental, uma visão do setor saúde. O desenvolvimento tecnológico na ciência da saúde e a sua lógica de consumo considerando os sistemas de saúde público e privado. Os macrodeterminantes em saúde, sua relação com a questão ambiental, o processo de urbanização no Brasil e o quadro epidemiológico atual. A dimensão da ecologia profunda e a integralidade da atenção à saúde, uma visão holística e evolutiva do ser humano. O sistema de saúde brasileiro e o pensamento ambiental, quais as iniciativas que vem mostrando êxito no enfrentamento das questões atuais. A imprevisibilidade do futuro epidemiológico do planeta e condutas individuais saudáveis e adequadas para os novos tempos.


Professor: Paulo Klingelhoefer de Sá
Médico, UFRJ; Mestre em Saúde Pública, ENSP/FIOCRUZ; Pós Graduado em Educação Médica, UNIFESP; Pós Graduado em Homeopatia, SOHERJ; Coordenador do Programa Curricular Saúde e Sociedade da Faculdade de Medicina de Petrópolis/RJ, Coordenador da Residência em Medicina de Família e Comunidade e Coordenador das Unidades Ambulatoriais da Faculdade de Medicina de Petrópolis/FASE-RJ.

03/06 - 3ª FEIRA

17h às 19h: O pensamento científico e a crise cartesiana frente ao pensamento sistêmico e holístico.
19 às 21hh: O modelo socioeconômico, o abismo social e o potencial colapso ambiental.

4/06 - 4ª FEIRA

17h às 19h: A tecnologia e a saúde em uma sociedade de consumo.
19h. às 21h: O impacto ambiental e os problemas de saúde da modernidade.

5/06 - 5ª FEIRA

17h às 19h: A organização do sistema de saúde brasileiro, experiências exitosas para se enfrentar o futuro.
19h às 21h: O futuro epidemiológico do planeta e as condutas saudáveis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAPRA, F. 2005, Conexões Ocultas.SP. Ed. Cultrix.
CAPRA, F. 1982, O Ponto de Mutação.SP. Ed. Cultrix
GOSWAMI, A. 2005, A Física da Alma.SP. Ed. Aleph
FREIRE, P. 1996, Pedagogia da Autonomia.SP. Ed. Paz e Terra
MORAES, M. C.2003, Educar na Biologia do Amor e da Solidariedade.RJ. Ed. Vozes
MATTOS, R.A. e Pinheiro, R. 2001, Os Sentidos da Integralidade. RJ. ABRASCO
MATTOS, R.A. e Pinheiro, R. 2003, Construção da Integralidade. RJ. ABRASCO
MINAYO, M. C. S.2003, Violência sob o olhar da saúde. RJ. Ed. FIOCRUZ
DIPLOMATIQUE, Le Monde. 2007. Alternativas ao aquecimento global. SP. Instituo Paulo Freire
VASCONCELOS, E.M. 2001. A Saúde nas Palavras e nos Gestos. SP. Ed. HUCITEC
CAMPANA, A.O. 2001. Investigação Científica na Área Médica. SP. Ed. Manole
LEOPARDI, M.T.2002. Metodologia da Pesquisa na Saúde. SC. UFSC
MONSON, S. 2007. Earthlings(DVD). USA. Nation Earth.


Carga horária: 12 horas.
Número de alunos: 30
Horário: 17h às 21h
Valor: R$25,00

Mini-curso Botânica Econômica


Por que conhecer mais sobre plantas medicinais?
Atualmente, duas situações vêm destacando e popularizando a função das plantas na manutenção do bem-estar e até da própria existência da sociedade como um todo. A produção de combustíveis a partir de matéria-prima vegetal, os biocombustíveis, alçou o Brasil a uma posição de destaque no cenário internacional como detentor de uma tecnologia altamente cobiçada frente ao atual, e progressivamente pior e irreversível, nível de consumo das reservas petrolíferas, recurso finito. A outra é a questão ambiental com destaque para o aquecimento global com suas conseqüências e causas, sendo uma delas o desmatamento.
Estes dois assuntos tem trazido à tona discussões que invariavelmente passam por temas “vegetais” como: a real importância da Amazônia e desmatamentos de modo geral, tamanho de áreas plantadas e OGMs (organismos geneticamente modificados), políticas ambientais, a atuação e presença de ONGs em território nacional, cartões de crédito de compensação de emissão de carbono, o que cada um de nós pode fazer, o que cada um de nós deve fazer, etc.
Paralelo a esta semi-histeria, passa desapercebida a real abrangência da utilização de plantas em nossas vidas. Não seria exagero afirmar que as plantas são, atualmente, os organismos mais importantes existentes. Sua utilização permeia praticamente todos os aspectos da vida, desde o momento que acordamos e nos vestimos, até a cervejinha no bar de noite (ou outra hora!).
Neste curso conversaremos sobre a diversidade de uso de plantas, bem como a própria diversidade das plantas e de partes de plantas utilizadas, localizando os principais usos e grupos de plantas utilizadas.

Conteúdo do curso:
O conceito de plantas úteis
Tipos de uso de plantas
Principais famílias de plantas com aplicações
Reconhecimento em campo destas famílias

Ministrante:
MSc. Carlos Reif
Biólogo formado na Universidade Santa Úrsula, mestre em Botânica pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro/ UFRJ


Carga horária: 12 horas
Horário: 17h às 21h

Número de alunos: 30
Valor: R$ 25,00

Sala a ser definida.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Vou de carona!

Mobilidade sustentável significa atender às necessidades da sociedade de se mover livremente, obter acesso, se comunicar, comercializar e estabelecer relações sem o sacrifício de valores humanos essenciais ou ecológicos, hoje ou no futuro.
Conseqüência negativa do crescimento sem planejamento da mobilidade em uma região, o trânsito é outro desafio a ser enfrentado em todo o mundo. Isso se tornar particularmente dramático para nações emergentes como o Brasil, que não conta com uma infra-estrutura adequada para atender a população. Segundo a Federação Internacional de Rodovias, entre 1980 e 2000, a frota brasileira cresceu cerca de 230%, enquanto a malha viária teve expansão de apenas 25%. Como a maior parte dos veículos circula em cidades, o trânsito
tem se tornado um entrave na vida dos brasileiros.

Em qualquer dia útil, a velocidade média dos veículos na capital paulista, por exemplo, não passa de 15 km/h, o que acarreta enormes perdas em tempo e negócios. Não há números sobre esse prejuízo, mas, em Bangkok, na Tailândia, onde a média horária dos carros em dias de semana é similar à de São Paulo, os congestionamentos custam o equivalente a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade, segundo dados do Banco Mundial.

Uma saída encontrada na década de 1980 nos países desenvolvidos para combater o trânsito é o car sharing (literalmente “compartilhamento de carros”). Os adeptos desse sistema, criado na Suíça e na Alemanha, alugam veículos por hora, dividindo o aluguel e o uso com outros usuários. Dados de uma das maiores empresas desse ramo nos EUA, a ZipCar, mostram que para cada carro compartilhado, deixam de circular cerca de outros 20. Além do impacto positivo no trânsito, o car sharing leva à redução nas emissões de gases do efeito estufa não apenas por tirar outros carros das ruas, mas também porque produz uma mudança no modo de se usar o veículo. Segundo a empresa, os usuários passam a utilizar os carros apenas para tarefas estritamente necessárias. Para as demais atividades, caminham ou usam transportes públicos e não-motorizados (como bicicletas).

Pensando em alternativas aos milhares de individuos que, sozinhos, emitem toneladas de CO2 (aumentando sua pegada ecologica) a caminho da universidade, o Grupo de Trabalho Educacao Ambiental prepara estrategias que auxiliem uma nova postura dos universitarios frente a questao global de mudancas climaticas.

terça-feira, 1 de abril de 2008

As mudanças no clima da Terra

De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas), os riscos que as alterações climáticas criam exigem ações urgentes. Os efeitos serão sentidos em todo o mundo e são ainda mais perigosos para as cerca de 2,6 bilhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, sem ter suas necessidades básicas atendidas. Cessar ou atenuar os efeitos dessas mudanças é algo premente, uma vez que o equilíbrio do ecossistema é o que nos permite acesso à água e às práticas mais comuns da vida humana. É preciso atenuar o desperdício de energia e a poluição do meio ambiente, adaptar-se às novas condições do mundo, formar alianças globais para enfrentar o problema e, sobretudo, tomar ações imediatas.

sexta-feira, 28 de março de 2008

II Seminário de Mudanças Climáticas PUC-Rio

Na próxima semana, dias 2 e 3 de Abril (quarta e quinta), a PUC-Rio e o NIMA estarão realizando o II Seminário de Mudanças Climáticas no Auditório Padre Anchieta. As palestras levantarão a importante temática do aquecimento global e suas implicações na Política e na Economia, no âmbito Brasil e a cidade do Rio de Janeiro. Também sucscitará as premissas da Agenda Pós-Quioto e o desafio da Universidade Sustentável.

Para conhecer a programação acesse:
As incrições são gratuitas e feitas no ingresso do evento.

Professores da PUC-Rio e especialistas participarão da apresentação dos palestras. “O ano passado marcou o auge das discussões sobre o clima. Agora, em 2008, será o ano das ações para revertermos essa situação que o ser humano criou”, explica Luiz Felipe Guanaes Rego, diretor do NIMA.

Também se faz importante que a ocasião inaugure a nova era da universidade, onde o encontro de práticas sustentaveis dentro do campus seja objeto de pesquisas academicas e experimentações dos proprios alunos, profissionais para o futuro.
Dedicado a esta iniciativa, no segundo dia de Seminário, sob coordenação do vice-reitor da PUC, Pe. Josafá Carlos de Siqueira, serão debatidos os temas referentes à "Universidade Sustentável", e serão apresentados os Grupos de Trabalho de Sustentabilidade.
Os grupos organizam suas pesquisas e atividades tendo em vista a eficácia ambiental do campus e procuram agregar outros cursos e disciplinas dos diversos departamentos de ensino no desenvolvimento de outras iniciativas.

Os Grupos de Trabalho apresentam a seguinte disposição (e se intercomunicam diretamente):
- Água e Energia - coordenado pelo Prof. Tácio Mauro Pereira de Campos - ENG - tacio@civ.puc-rio.br e José T. Araruna Jr. - ENG - araruna@puc-rio.br
- Materiais e Resíduos - coord. pela Prof. Maria Fernanda R. C. Lemos - ARQ - mariafernandalemos@puc-rio.br e Marcos Cohen – ADM - mcohen@iag.puc-rio
- Biodiversidade - coord. pelo prof. Luiz Felipe Guanaes Rego – NIMA – regoluiz@puc-rio.br
- Educação Ambiental - coord. pela prof. Léa Tiriba – EDU – leatiriba@domain.com.br

Os Grupos de Trabalhos promovem reuniões abertas todas as Quintas-feiras, às 13:30h no NIMA. Não haverá reunião na semana do Seminário.

Aquecimento Global e Mudanças Climáticas


O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar.

O que é efeito estufa?

O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra. Quais as causas das mudanças climáticas? As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.




Como são lançados os gases de efeito estufa?

Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs).

Quais os efeitos do aquecimento global?

São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.







Como o desmatamento influencia na mudança do clima?

Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento. Quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa? Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

O que é eficiência energética?

Eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.



O que são energias renováveis não-convencionais?

São energias que não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não-convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos.

O que é Convenção do Clima?

É uma reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) onde os países membros discutem as questões mais importantes sobre mudanças climáticas. A primeira convenção mundial aconteceu em 1992. O nome oficial do evento é Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, sigla em inglês).

O que é Protocolo de Quioto?
Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.

O Protocolo de Quioto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em Sundsvall, Suécia (agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês) na ECO-92 no Rio de Janeiro, Brasil (junho de 1992). Também reforça seções da CQNUMC.

Discutido e negociado em Quioto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998 e ratificado em 15 de março de 1999. Apenas após a ratificassão dos países, que juntos produzem 55% das emissões, sendo a Rússia a última, em Novembro de 2004, entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005.

Por ele se propõe um
calendário pelo qual os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012, também chamado de primeiro período de compromisso (para muitos países, como os membros da UE, isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas para 2008).
A redução das emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas.
O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:

- Reformar os setores de energia e transportes;
- Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
- Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
- Limitar as emissões de
metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
- Proteger florestas e outros sumidouros de
carbono.

Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que deva reduzir a
temperatura global entre 1,4ºC e 5,8ºC até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.

O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Quioto.

O que é Fundo de Adaptação?

Um mecanismo financiado pelos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Hoje, cada projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) paga 2% do seu valor para este Fundo, mas o dinheiro ainda não está sendo empregado.

O que é MDL?

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Outras referências:

- Neste site, http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1126_clima/index.shtml, uma animação em flash nos traz uma previsão sobre a alteração da temperatura dos continentes.

- Sobre o Protocolo de Kyoto, que termina em 2012, e anuncia novos parâmetros ao desenvolvimento economico global:
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/4006.html

- Finalmente, sobre as iniciativas, dentre elas a do Brasil, a fim de minimizar o impacto na atmosfera:
htp://www.mct.gov.br/index.php/content/view/63044.html

Fontes:
Ministério de Minas e Energia
WWF Brasil